Vertigem

há laços desatados que se acumulam dentro, em nós na garganta, atos perversos que nos poluem com histórias que não queremos viver, intensos afetos que nos ferem como lanças em chama na boca do estômago. há o cansaço, que rechaça o deboche e mantém apartada a raiva e a longa espera diariamente atualizada por novosContinuar lendo “Vertigem”

Mãos que abrem portas

(sobre um menino que não aceitava brincar na areia) Permitir-se. O gesto ancestral do menino, mãos na terra, permite uma conexão que abre portas, quebra barreiras, restaura a experiência. Abrir-se. O binômio fantástico, tal como em Rodari, mãos-areia abre possibilidades, do sentir da textura ao ver-se sujo de infância. Entregar-se. O movimento tímido das mãosContinuar lendo “Mãos que abrem portas”

Calor

sinto tanto medo dos fantasmas que povoam meus sonhos e das sombras que se escondem pelo perímetro que acordo antes do raiar dia e adormeço ainda com sol. a vida parece não cansar de cobrar em dobro faturas quitadas excessos incorridos planejamentos mal feitos projetos mal sucedidos. o inverno recomeça antes que eu tenha vividoContinuar lendo “Calor”