Escombros

teus olhos felinos a me espreitar o sono tuas mãos vacilantes a acariciar meu dorso teus argumentos exaustivos a rodopiar em minha mente tuas paranoias criativas a martelar meu espaço distante traços fantasmagóricos de uma outra história estranhas lembranças de alguma outra vida a arrancar palavras suaves para calar a cobiça a gritar silêncios cortantesContinuar lendo “Escombros”

Invernal

às seis da manhã passo um café e sento com meus fantasmas botamos as cartas na mesa sobre luto, cicatrizes, memórias. falamos das marcas gravadas na pele dos caminhos, escolhas e histórias e discutimos sobre reparações. choro revelando lembranças que permanecem (embora não permaneçamos os mesmos), incômodos que ficam e tropeços. confesso que os sonhosContinuar lendo “Invernal”

Vertigem

há laços desatados que se acumulam dentro, em nós na garganta, atos perversos que nos poluem com histórias que não queremos viver, intensos afetos que nos ferem como lanças em chama na boca do estômago. há o cansaço, que rechaça o deboche e mantém apartada a raiva e a longa espera diariamente atualizada por novosContinuar lendo “Vertigem”