há laços desatados
que se acumulam dentro, em nós na garganta,
atos perversos
que nos poluem com histórias que não queremos viver,
intensos afetos
que nos ferem como lanças em chama na boca do estômago.
há o cansaço,
que rechaça o deboche e mantém apartada a raiva
e a longa espera
diariamente atualizada
por novos dias, novas gentes
e alguma brandura.
