“Nenhum problema é insolúvel, nenhuma resposta é derradeira” (Galimberti) os sentimentos que brotaram entre os vãos (que mantive abertos) se dissipam quando os deixo escorrer por entre os medos (que não mais tenho).
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De hoje
Se te pareço ausente, não creias:hora a hora minha dor agarra-se aos teus braços,hora a hora meu desejo revolve teus escombros,e escorrem dos meus olhos mais promessas.Não acredites nesse breve sono;não dês valor maior ao meu silêncio;e se leres recados numa folha branca,Não creias também: é preciso encostarteus lábios nos meus lábios para ouvir. NemContinuar lendo “De hoje”
Culpada
Peço-te perdão Mas não precisas me perdoar De fato Se não queres Preciso apenas que saibas Que, embora seja forte, Sinto-me vil, Culpada e absurda E que sem pronunciar Esse desejo de reparação Não haverá, para mim, Vida Nem mesmo depois Da morte.