Culpada

Peço-te perdão Mas não precisas me perdoar De fato Se não queres Preciso apenas que saibas Que, embora seja forte, Sinto-me vil, Culpada e absurda E que sem pronunciar Esse desejo de reparação Não haverá, para mim, Vida Nem mesmo depois Da morte.

Sem perdão

as culpas se entrelaçaram: minhas, tuas, nossas. desculpar-se não desfaz os malfeitos. o nevoeiro das decisões maltrapilhas não se dissipa na falha da claridade. até a lua se acovarda frente ao vendaval. o meu eu sombrio não pode mais se autoproclamar real. a restinga da narrativa construída em cercania de dor geme sua descoberta. oContinuar lendo “Sem perdão”