Culpada

Peço-te perdão

Mas não precisas me perdoar

De fato

Se não queres

Preciso apenas que saibas

Que, embora seja forte,

Sinto-me vil,

Culpada e absurda

E que sem pronunciar

Esse desejo de reparação

Não haverá, para mim,

Vida

Nem mesmo depois

Da morte.

Eugène Delacroix, Hamlet and Ophelia

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

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