tive noites de amor que eram manhãs ou tardes e esses pequenos milagres seus seguiam inequívocos.
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Culpada
Peço-te perdão Mas não precisas me perdoar De fato Se não queres Preciso apenas que saibas Que, embora seja forte, Sinto-me vil, Culpada e absurda E que sem pronunciar Esse desejo de reparação Não haverá, para mim, Vida Nem mesmo depois Da morte.
Contranarciso
em mimeu vejo o outroe outroe outroenfim dezenastrens passandovagões cheios de gentecentenaso outroque há em mimé vocêvocêe vocêassim comoeu estou em vocêeu estou neleem nóse só quandoestamos em nósestamos em pazmesmo que estejamos a sós
Quarta-feira de cinzas
O Carnaval acabou Mas minhas fantasias Com você Nunca cessam.
Loucura
É aterrorizante (Susto que não cessa) Pensar nos atalhos da mente Em loucuras em que cremos E que nos enlouquecem. É apavorante Pensar nos atos Fabulosamente inconsequentes Que trazem consequências Desastrosas. É arrepiante Pensar que tudo Fica por um fio Quando atuamos Nossos piores papeis.
De mim
Talvez Clarice estivesse falando de mim…
Lua Nova
A noite surgiu estrelada Com seus milhões de anos de lampejos Brilhos no céu, claridade de outrora Que viajam em anos-luz até nossos olhos. Me encontram farta de passado Bufando inquietudes em automóveis Cruciando memórias no divã da analista Fingindo mansidão que não sou! Pouco importa a claridade Estou imersa em meus escuros Corro osContinuar lendo “Lua Nova”
Sem efeito
Malfeitos Desfeitos Refeitos Imperfeitos. A vida ainda há De me olhar por cima De minhas tolices E meus defeitos E gritar bem alto: Bem feito!
Reconheça-me
Ver e ouvir Não se faz (apenas) Com os olhos Ou com os ouvidos.
Sensorial
Sentir o toque, a pele O perfume, a maciez Viver a sensação Arrepiar-se Fechar os olhos E entregar-se Aos beijos, suspiros, desejos Ouvir os sons e sabores Ver a dança e os aromas Degustar a pele Enlaçar olhares Prender os lábios Permitir os sons Sensuais Do corpo Da garganta Da alma Viver plenamente o(s) sentido(s)Continuar lendo “Sensorial”