Culpada

Peço-te perdão Mas não precisas me perdoar De fato Se não queres Preciso apenas que saibas Que, embora seja forte, Sinto-me vil, Culpada e absurda E que sem pronunciar Esse desejo de reparação Não haverá, para mim, Vida Nem mesmo depois Da morte.

Contranarciso

em mimeu vejo o outroe outroe outroenfim dezenastrens passandovagões cheios de gentecentenaso outroque há em mimé vocêvocêe vocêassim comoeu estou em vocêeu estou neleem nóse só quandoestamos em nósestamos em pazmesmo que estejamos a sós

Loucura

É aterrorizante (Susto que não cessa) Pensar nos atalhos da mente Em loucuras em que cremos E que nos enlouquecem. É apavorante Pensar nos atos Fabulosamente inconsequentes Que trazem consequências Desastrosas. É arrepiante Pensar que tudo Fica por um fio Quando atuamos Nossos piores papeis.

Lua Nova

A noite surgiu estrelada Com seus milhões de anos de lampejos Brilhos no céu, claridade de outrora Que viajam em anos-luz até nossos olhos. Me encontram farta de passado Bufando inquietudes em automóveis Cruciando memórias no divã da analista Fingindo mansidão que não sou! Pouco importa a claridade Estou imersa em meus escuros Corro osContinuar lendo “Lua Nova”

Sensorial

Sentir o toque, a pele O perfume, a maciez Viver a sensação Arrepiar-se Fechar os olhos E entregar-se Aos beijos, suspiros, desejos Ouvir os sons e sabores Ver a dança e os aromas Degustar a pele Enlaçar olhares Prender os lábios Permitir os sons Sensuais Do corpo Da garganta Da alma Viver plenamente o(s) sentido(s)Continuar lendo “Sensorial”