no teu palato palavras possibilidades paladares perdições no meu colo calafrios calores convites crepúsculos.
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A quatro mãos
Sinto as palavras gestadas em teus olhos E os meus ouvidos clamam por tua pele Teu perfume é o alinhavo dos meus sonhos A me conduzir por paisagens úmidas Onde escrevemos histórias a quatro mãos.
Mudez
Não ligarei Falarei Ou escreverei Os dias se fizeram mudos E foi neles que encontramos Nossas mais verdadeiras respostas.
Bárbaro
Correr da armadilha Embrenhar-me mata adentro Desfazer-me de adereços Desnudar-me Te insistir, perseguir Seduzir, me entregar Novamente te ter Eu e você – selvagens Longe, muito longe De convenções E arapucas.
Tardio
a dor que me rasga como a de um parto expõe as víceras o caos íntimo as catacreses e os hiatos. depois de tanto tempo ainda me falta nascer.
Ser poema
penso em escrever um poema e é você quem me atravessa os pensamentos transborda em meus olhos meu corpo, meu colo engolfa-me a razão faz da fantasia desejo, carência que só se explica pela necessidade de viver a poesia.
Renascer
a vida renascia em mim em senso silêncio e verso.
De mim
Talvez Clarice estivesse falando de mim…
Lua Nova
A noite surgiu estrelada Com seus milhões de anos de lampejos Brilhos no céu, claridade de outrora Que viajam em anos-luz até nossos olhos. Me encontram farta de passado Bufando inquietudes em automóveis Cruciando memórias no divã da analista Fingindo mansidão que não sou! Pouco importa a claridade Estou imersa em meus escuros Corro osContinuar lendo “Lua Nova”
Sem efeito
Malfeitos Desfeitos Refeitos Imperfeitos. A vida ainda há De me olhar por cima De minhas tolices E meus defeitos E gritar bem alto: Bem feito!