Sensorial

Sentir o toque, a pele O perfume, a maciez Viver a sensação Arrepiar-se Fechar os olhos E entregar-se Aos beijos, suspiros, desejos Ouvir os sons e sabores Ver a dança e os aromas Degustar a pele Enlaçar olhares Prender os lábios Permitir os sons Sensuais Do corpo Da garganta Da alma Viver plenamente o(s) sentido(s)Continuar lendo “Sensorial”

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo (…) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida… Quem me dera ouvir de alguém a voz humana QueContinuar lendo “Poema em linha reta”

Perdão

Não vou te perdoar Simplesmente porque não há razões Não há mal algum Desajuste Instabilidade Ou colapso Que tenha causado Que eu não tenha feito antes (e pior) A mim E a ti. Não precisas de perdão Desculpas Ou retratações. Nunca foi necessário. Quanto a mim, Que Deus, pelo menos, Tenha piedade das minhas faltasContinuar lendo “Perdão”

Calendário

os dias seguem com os assombros do agora. somos tomados pelo tempo em dimensões covardes. deixamos de viver a singularidade dos dias com os outros e estamos mergulhados na infinidade de nós mesmos. vemos, pela graça dos recursos tecnológicos, os bebês de ontem andando, a abundância dos cabelos das meninas em longas tranças, as calçasContinuar lendo “Calendário”