Arrepia-me a pele Sussurra desejos Morde meus lábios Faz de mim sua Tira-me de mim Para me encontrar Em você.
Arquivos do autor:Ana Bittencourt
Balé
Me tira para dançar Ao menos uma vez Suspende os meus pés Sobre os teus Enlaça a minha mão E os meus quadris E me põe a girar Rodopiar Rir de tanto Voltear Quase cair Semi flutuar Cambalear E continuar Até quase Nos perdermos Em nós.
Lockdown
Quarentena Em casa Peguei um amor Incurável.
Tardio
a dor que me rasga como a de um parto expõe as víceras o caos íntimo as catacreses e os hiatos. depois de tanto tempo ainda me falta nascer.
Ser poema
penso em escrever um poema e é você quem me atravessa os pensamentos transborda em meus olhos meu corpo, meu colo engolfa-me a razão faz da fantasia desejo, carência que só se explica pela necessidade de viver a poesia.
Sensatez
Não me interessam metáforas, Hipérboles e metonímias Sinestesias ou pleonasmos. Não me importo com sonetos, Baladas ou sextinas Rondeis ou haicais. … Silencio e o sentido se faz. Emudeço e encontro respostas.
Beco
a janela do beco sem saída entreabriu-se dispus do instante para livrar-me das correntes ilusórias do passado.
Gaia
Ó Deus, nós te damos graças por este universo, nosso lar: pela sua vastidão e riqueza, pela exuberância da vida que o enche e da qual somos parte. Nós te louvamos pela abóbada celeste e pelos ventos, grávidos de bênçãos, pelas nuvens que navegam e pelas constelações lá no alto. Nós te louvamos pelo oceano,Continuar lendo “Gaia”
Renascer
a vida renascia em mim em senso silêncio e verso.
Milagres
tive noites de amor que eram manhãs ou tardes e esses pequenos milagres seus seguiam inequívocos.