Não vou te perdoar Simplesmente porque não há razões Não há mal algum Desajuste Instabilidade Ou colapso Que tenha causado Que eu não tenha feito antes (e pior) A mim E a ti. Não precisas de perdão Desculpas Ou retratações. Nunca foi necessário. Quanto a mim, Que Deus, pelo menos, Tenha piedade das minhas faltasContinuar lendo “Perdão”
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Análise
Deito-me no divã E me escuto falar Da minha compreensão obtusa Dos papéis encenados Dos imbróglios tão pouco alheios Dos meus hiatos Dos meus lapsos de juízo Das minhas atuações… Vejo-me tola e insensata Amaldiçoada por rastros de devaneios Que criam irrealidades E perpetuam gestos hiperbólicos. Encontro-me menina de novo e de novo Farto aContinuar lendo “Análise”
Descaminho
estrada oblíqua atravessa a mente e corta o peito em atos enredos e fatos (todos falhos) deixando, por fim somente pó e nada mais.
Aceita-me como sou
ouvidos que enlaçam palavras que serenam o amor não precisa ser cruel
Piripaque
tem horas em que mesmo perseverando, mantendo a firmeza, aguentando todas as pressões, deixamos de suportar. sucumbimos, passamos mal, temos um momento ruim. a sensação de enjoo, a reviravolta dos sentidos, o suor escorrendo pelas costas. deitei-me no chão e ergui as pernas na cadeira. fiquei ali sozinha, sala escura, por longos minutos, interminável tempoContinuar lendo “Piripaque”
Sem perdão
as culpas se entrelaçaram: minhas, tuas, nossas. desculpar-se não desfaz os malfeitos. o nevoeiro das decisões maltrapilhas não se dissipa na falha da claridade. até a lua se acovarda frente ao vendaval. o meu eu sombrio não pode mais se autoproclamar real. a restinga da narrativa construída em cercania de dor geme sua descoberta. oContinuar lendo “Sem perdão”
Drummond
“Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que eu não tenho tido tempo de chorar…”
Incansável mente
Inteligência não bastaQuando a mente traiDescaradamenteO desejo incansávelDo coração. É preciso mais!Tem que haver sabedoria(mas, aí, já é uma longa história…tão longa quanto o tempo de uma vida!) Apenas peço que não me julgues…As palavras são bem vindasQuando não apontam o dedoPara os defeitos conhecidos.
Ideias fixas
Mente inquieta Turva os olhos Vida em suspenso Pouco como pouco durmo muito penso
angústia
às vezes tenho medo de coisas que nem sei tenho medo de, vivendo, acordar de sobressalto por algo que não entendo… (porque a vida é tão bela quanto estranha e nos causa espanto tudo o que nela existe e para o qual não temos explicação) pelos caminhos que andamos… sozinhos estamos?