Porque a vida é sempre descoberta…
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Enamorar-se II
amor é estada suporte carinho que preenche nossas fissuras mesmo quando estamos sozinhos
Corpos bailantes
a melodia toca dentro e o corpo traz materialidade à composição transcende tempo e ritmo imprime intensidade aos movimentos por vezes, a dança é frenética subverte os gestos outras vezes, cadenciada como uma orquestra, adiciona, aos poucos, ao ritmo instrumentos e acordes, até chegar ao clímax extasiando, por fim, músicos e plateia.
Memória
Não me lembro da primeira vez que li Pessoa, mas não me esqueço do maravilhamento que senti quando conheci seus textos. Também não me esqueço da primeira vez que vi o Tejo, naveguei em suas águas e me senti nos escritos do poeta. Não me lembro de quando conheci Leminski, nem de quando comprei seuContinuar lendo “Memória”
Flores
Sublimemos, amor. Assim as flores No jardim não morreram se o perfume No cristal da essência se defende. Passemos nós as provas, os ardores: Não caldeiam instintos sem o lume Nem o secreto aroma que rescende. José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”.
Com você
pele com pele boca com boca pele na boca nossas línguas encaixe suor gemidos corpos em transe estar com você é foda.
Falta
Saudades é uma faca Enterrada no peito Girando 10 graus por dia Sangrando um mar de sal.
Poesia
Se nada no salva da morte, que a arte nos salve da vida. (Neruda)
Quadrilha
se nos encontrarmos, haverá desejo? se nos desejarmos, haverá cama? se nos deitarmos, haverá gozo? se gozarmos, haverá risos? se rirmos, haverá sonhos? se sonharmos, haverá risos? se rirmos, haverá gozo? se gozarmos, haverá cama? se deitarmos, haverá desejo? se desejarmos, haverá encontros? se nos encontrarmos… haverá fim?
A quatro mãos
Sinto as palavras gestadas em teus olhos E os meus ouvidos clamam por tua pele Teu perfume é o alinhavo dos meus sonhos A me conduzir por paisagens úmidas Onde escrevemos histórias a quatro mãos.