Sublimemos, amor. Assim as flores No jardim não morreram se o perfume No cristal da essência se defende. Passemos nós as provas, os ardores: Não caldeiam instintos sem o lume Nem o secreto aroma que rescende. José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”.
Arquivos da tag:poesia
Com você
pele com pele boca com boca pele na boca nossas línguas encaixe suor gemidos corpos em transe estar com você é foda.
Falta
Saudades é uma faca Enterrada no peito Girando 10 graus por dia Sangrando um mar de sal.
Poesia
Se nada no salva da morte, que a arte nos salve da vida. (Neruda)
Quadrilha
se nos encontrarmos, haverá desejo? se nos desejarmos, haverá cama? se nos deitarmos, haverá gozo? se gozarmos, haverá risos? se rirmos, haverá sonhos? se sonharmos, haverá risos? se rirmos, haverá gozo? se gozarmos, haverá cama? se deitarmos, haverá desejo? se desejarmos, haverá encontros? se nos encontrarmos… haverá fim?
A quatro mãos
Sinto as palavras gestadas em teus olhos E os meus ouvidos clamam por tua pele Teu perfume é o alinhavo dos meus sonhos A me conduzir por paisagens úmidas Onde escrevemos histórias a quatro mãos.
Mudez
Não ligarei Falarei Ou escreverei Os dias se fizeram mudos E foi neles que encontramos Nossas mais verdadeiras respostas.
Eterno
há palavras mortas em teus poemas que escondem espaços enluarados há uma brisa morna que sai de teus lábios e trai ideias amaldiçoadas o céu da tua boca é poeira de estrelas brilhando para sempre em minhas noites escuras.
Ilusão
o sonho invade (necessidade?) desassossega converte prosa em versos faz crer na poesia entorna a sensatez de uma vida leve.
Balé
Me tira para dançar Ao menos uma vez Suspende os meus pés Sobre os teus Enlaça a minha mão E os meus quadris E me põe a girar Rodopiar Rir de tanto Voltear Quase cair Semi flutuar Cambalear E continuar Até quase Nos perdermos Em nós.