Não ligarei Falarei Ou escreverei Os dias se fizeram mudos E foi neles que encontramos Nossas mais verdadeiras respostas.
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Eterno
há palavras mortas em teus poemas que escondem espaços enluarados há uma brisa morna que sai de teus lábios e trai ideias amaldiçoadas o céu da tua boca é poeira de estrelas brilhando para sempre em minhas noites escuras.
Ilusão
o sonho invade (necessidade?) desassossega converte prosa em versos faz crer na poesia entorna a sensatez de uma vida leve.
Balé
Me tira para dançar Ao menos uma vez Suspende os meus pés Sobre os teus Enlaça a minha mão E os meus quadris E me põe a girar Rodopiar Rir de tanto Voltear Quase cair Semi flutuar Cambalear E continuar Até quase Nos perdermos Em nós.
Ser poema
penso em escrever um poema e é você quem me atravessa os pensamentos transborda em meus olhos meu corpo, meu colo engolfa-me a razão faz da fantasia desejo, carência que só se explica pela necessidade de viver a poesia.
Renascer
a vida renascia em mim em senso silêncio e verso.
Milagres
tive noites de amor que eram manhãs ou tardes e esses pequenos milagres seus seguiam inequívocos.
Contranarciso
em mimeu vejo o outroe outroe outroenfim dezenastrens passandovagões cheios de gentecentenaso outroque há em mimé vocêvocêe vocêassim comoeu estou em vocêeu estou neleem nóse só quandoestamos em nósestamos em pazmesmo que estejamos a sós
De mim
Talvez Clarice estivesse falando de mim…
Poesia
Que falte o tempoFalte o gestoO papel, a vontade. Só não falte a rimaE a sensibilidade.