Mamãe e o sentido da vida

Li num livro: “Somos criaturas que buscam sentido, que tem que lidar com o inconveniente de serem lançadas num universo que, intrinsecamente, não tem sentido algum”.
Palavras perfeitas
Completas
Plenas de sentido.
Dizem tudo sobre meu momento.
Gostei tanto que passaram
A fazer parte de mim.
Tornaram-se um pouco minhas.

O tamanho das coisas

Aqui e ali…
Vou passando
Vou ficando
Pouco ou o suficiente…
Conheço o sol, o mar, a praia
Conheço a poeira, a secura na garganta
Conheço frio e calor extremos
Mate tomado frio ou tomado quente.
Conheço alegrias e decepções
Coisas e gentes
Que acabam por deixar sua marca
Pela beleza ou pela necessidade
De serem apagadas da mente.
Aqui e ali, tudo vai se conhecendo
Muitos vão se deixando conhecer.
E quando penso nisso tudo
Com frio na barriga
E receio do que ainda há pela frente
Penso que tem que valer a pena
Que o mundo visto por esta lente
É interessante, novo, sempre diferente.
Penso que meu tamanho é o do mundo.

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Não queres que eu me divida contigo
Não queres ouvir queixas, ver minhas fraquezas
Queres apenas a imagem de mim
Manter longe a dúvida, ter o conforto da certeza
A idéia de que tudo permanece
E que os abalos são de pequena grandeza.
Resta-me ficar comigo mesma
Tentando desesperadamente aceitar
O que quer que seja.
Restam meus pensamentos recorrentes
Minhas poucas palavras
Minha teimosa franqueza.