Máquina humana

Não me dou com números e códigos
Frios, calculados, exatos
Quase perfeitos.
Admira-me quem o faz…
Mas gosto mesmo das palavras, suas composições
Idéias, sentidos atribuídos
Gestos subentendidos
Desejos expressos e contidos.
Das máquinas… atrai-me a humana
Suas idiossincrasias, singularidades
Seus afetos, seus sentidos
Seus enganos, erros cometidos
Frustrações e imperfeições.
Não me dou com a exatidão.
Prefiro a possibilidade remota
A curva na estrada, a flutuação…

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

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