há palavras mortas em teus poemas que escondem espaços enluarados há uma brisa morna que sai de teus lábios e trai ideias amaldiçoadas o céu da tua boca é poeira de estrelas brilhando para sempre em minhas noites escuras.
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Bárbaro
Correr da armadilha Embrenhar-me mata adentro Desfazer-me de adereços Desnudar-me Te insistir, perseguir Seduzir, me entregar Novamente te ter Eu e você – selvagens Longe, muito longe De convenções E arapucas.
Enlace
Arrepia-me a pele Sussurra desejos Morde meus lábios Faz de mim sua Tira-me de mim Para me encontrar Em você.
Balé
Me tira para dançar Ao menos uma vez Suspende os meus pés Sobre os teus Enlaça a minha mão E os meus quadris E me põe a girar Rodopiar Rir de tanto Voltear Quase cair Semi flutuar Cambalear E continuar Até quase Nos perdermos Em nós.
Lockdown
Quarentena Em casa Peguei um amor Incurável.
Ser poema
penso em escrever um poema e é você quem me atravessa os pensamentos transborda em meus olhos meu corpo, meu colo engolfa-me a razão faz da fantasia desejo, carência que só se explica pela necessidade de viver a poesia.
Milagres
tive noites de amor que eram manhãs ou tardes e esses pequenos milagres seus seguiam inequívocos.
Quarta-feira de cinzas
O Carnaval acabou Mas minhas fantasias Com você Nunca cessam.
De mim
Talvez Clarice estivesse falando de mim…
Sensorial
Sentir o toque, a pele O perfume, a maciez Viver a sensação Arrepiar-se Fechar os olhos E entregar-se Aos beijos, suspiros, desejos Ouvir os sons e sabores Ver a dança e os aromas Degustar a pele Enlaçar olhares Prender os lábios Permitir os sons Sensuais Do corpo Da garganta Da alma Viver plenamente o(s) sentido(s)Continuar lendo “Sensorial”