Saudades é uma faca Enterrada no peito Girando 10 graus por dia Sangrando um mar de sal.
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Quadrilha
se nos encontrarmos, haverá desejo? se nos desejarmos, haverá cama? se nos deitarmos, haverá gozo? se gozarmos, haverá risos? se rirmos, haverá sonhos? se sonharmos, haverá risos? se rirmos, haverá gozo? se gozarmos, haverá cama? se deitarmos, haverá desejo? se desejarmos, haverá encontros? se nos encontrarmos… haverá fim?
Nosso
no teu palato palavras possibilidades paladares perdições no meu colo calafrios calores convites crepúsculos.
A quatro mãos
Sinto as palavras gestadas em teus olhos E os meus ouvidos clamam por tua pele Teu perfume é o alinhavo dos meus sonhos A me conduzir por paisagens úmidas Onde escrevemos histórias a quatro mãos.
Mudez
Não ligarei Falarei Ou escreverei Os dias se fizeram mudos E foi neles que encontramos Nossas mais verdadeiras respostas.
Eterno
há palavras mortas em teus poemas que escondem espaços enluarados há uma brisa morna que sai de teus lábios e trai ideias amaldiçoadas o céu da tua boca é poeira de estrelas brilhando para sempre em minhas noites escuras.
Bárbaro
Correr da armadilha Embrenhar-me mata adentro Desfazer-me de adereços Desnudar-me Te insistir, perseguir Seduzir, me entregar Novamente te ter Eu e você – selvagens Longe, muito longe De convenções E arapucas.
Enlace
Arrepia-me a pele Sussurra desejos Morde meus lábios Faz de mim sua Tira-me de mim Para me encontrar Em você.
Balé
Me tira para dançar Ao menos uma vez Suspende os meus pés Sobre os teus Enlaça a minha mão E os meus quadris E me põe a girar Rodopiar Rir de tanto Voltear Quase cair Semi flutuar Cambalear E continuar Até quase Nos perdermos Em nós.
Lockdown
Quarentena Em casa Peguei um amor Incurável.