acabou o baile e a fantasia jaz ao lado da pista … turvam-se os brocados desfazem-se os sorrisos empoeiram-se os enfeites inertes … aproxima-se o inverno e as noites ficam mais longas … recolho-me sem sol sem sonidos sem esperas.
Arquivos da categoria: Sem categoria
Verdades (In)convenientes IV
Ninguém deixará de ser quem é apenas por estar com você.
Pretérito
Pedi à cartomante Mudar meu passado Rasguei as cartas Tua caligrafia Insultei tuas neuroses Escondi minhas manias Gritei com a parede Chutei os sapatos Baguncei tudo Joguei fora os versos Tomei taças de gim Na vã tentativa De voltar atrás.
Lapsos
há aqueles que nos roubam e, por vezes, só percebemos ao sermos tomados de assalto.
Cuida-te!
Apropria-te de tua singularidade, antes que esta seja morta por quem elegeres mais capaz de fazer este trabalho por ti, ditando caminhos e definições que não consideram tua alma… Imposições disfarçadas de benfeitoria escondem predadores que visam, como sempre, sujeitar. Afasta-te dos que se cobrem de luz. Olha mais de perto, lembra-te que um extremoContinuar lendo “Cuida-te!”
Tecelã
o fundo se fez raso. enigma impulso fantasia crença no não ser. puxar os fios soltos. tecer novas urdiduras a partir de tramas (mais) tesas.
Guardar
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.Em cofre não se guarda coisa alguma.Em cofre perde-se a coisa à vista.Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordadoContinuar lendo “Guardar”
Entraves
a delicadeza nos chega na medida em que, fundo em nossa existência, dúvidas e enigmas, começamos a perceber as dobras e fissuras de nossa singularidade em pequenas tragédias indubitavelmente universais.
Caravela
Porque a vida é sempre descoberta…
Enamorar-se II
amor é estada suporte carinho que preenche nossas fissuras mesmo quando estamos sozinhos