rima justa:beleza se faz com delicadeza…
Arquivos do autor:Ana Bittencourt
sem tempo
Não encontro tempoPara devanearNuma vida acelerada.É como se o tempo, sem moradaFicasse preso, engarrafadoNa subida da estrada.
meio sem jeito
qual frase de efeitoum verso perfeitoqualquer grande feitopara esquecerseus defeitos…
para sobreviver
é necessário, por vezes,espairecer…beber um poucofalar bobagensrir um tantodar a conhecerseu lado B…
Dia da mulher
Dignas de admiração, todas as que fazem expediente de três turnos, estudam, trabalham, cuidam dos filhos, dos maridos, administram a casa, ensinam a empregada, educam as crianças, mantém a louça limpa, a cama arrumada, o armário impecável (mesmo tendo empregada), economizam com bobagens necessárias, programam as férias da família, ficam atentas ao orçamento doméstico, calibramContinuar lendo “Dia da mulher”
in exato
às vezes precisoparar de pensarpara as coisasfazerem sentido. precisoaceitar oimpreciso.
De quando fomos pequenos
Gostava de bicicleta e lembra quando aprendeu a andar em apenas duas rodas, sem apoio. Gostava do sol e dos dias de verão. Do clube, nos fins de semana e da praia, nas férias. Dos pastéis, comprados quentes na feira. Dos sorvetes de palito da padaria. Das idas à pizzaria com frequência. Dos passeios aoContinuar lendo “De quando fomos pequenos”
Re-edição
Na ânsia de acertar todasErramos muitasArrependemo-nos de váriasPerdemos algumas. Entre desejos e inquietações,Perdoar a si mesmo é precisoRepensar os caminhos, necessárioReinventar a forma, obrigatório. Escrever novamente a história. Publicar a vida em várias versões.
Chuva incessante
Quando chove sem trégua Como há quatro dias, sem pausa Nos sentimos enamorados pelo sol E esquecemos, por momentos (longos?… pequenos?) Do desagrado que trazem o calor e o suor. Não deixamos de nos queixar, Apenas mudamos o objeto da queixa (do sol para a chuva). A ausência muda a forma de pensar sobre asContinuar lendo “Chuva incessante”
Eufórico
Acho que é verdade incontestável, embora não pareça óbvia: a euforia está sempre mais próxima da melancolia do que do contentamento. Fantasia por sobre o permanente e imutável. Alegoria de desejos desconhecidos ou indesejados mal disfarçada em risos fáceis.