nuvens carregadas e vento soprando alheio ao que balança ao redor… o impulso de seguir em frente e as lembranças que me fazem chorar baixinho… a coisa do esquecer e não conseguir e, assim mesmo, não desistir… a dor, as lágrimas, o espinho… um tanto do imperdoável, do inaceitável… recolher os cacos e os saltosContinuar lendo “pelo caminho”
Arquivos do autor:Ana Bittencourt
Poeira do tempo
Poeira nas coisas, nos objetos, nas frestasPoeira do tempo…Tempo que segue, indiferente, seu curso.Qual caminho sem voltaNão faz vir novamente o que foiNão regressa quem não mais está.Enredo guardado nas fotografias e nas lembranças.Poeira escura me pôs em devaneio.Quanto tempo levou para ela marcar aquele objeto?Fez-me pensar na vidaNas coisas velhas, nos objetos empoeirados,Nos brinquedos daContinuar lendo “Poeira do tempo”
o teu abraço
não apenas teus braços (seguros) serão cura e aconchego para meu desamparo também teus pés suportarão os meus (doce leveza) ao valsarmos no compasso do tempo
compasso de espera
falta, lacuna, intervalo … reticências hi a to o não dito(mal dito) tudo paira (entre parênteses) espera (im)paciente pela forma, pela rima,pela música, pela poesia que (só) brotade tanto amar
sobre a conclusão dos fatos
porque quando as coisas não têm mais solução …eu também não…
o que sou
no meio dos risos tontos(gostosos, de criança)penso nos momentos únicospequenos e sublimesque vivi com vocês…enche meu coração de amor(é possível caber mais?)tudo de bom que cada umdesperta em mim…me fazem lembrardepois da aspereza dos dias,que tudo passa,que o tempo voa,que a vida segue eque a noite pode sermais leve…
Quase abril
Outono… Dias claros sinceros De brisa suave que espero, Muito-bem-te-quero! (chegou verão ao fim,enfim!)
momento
é provávelque tenha ficadomeio ins tá vel Continuar lendo “momento”
pro fundo
Quando me senti sozinha e quis falar (pouco, apenas pouco) da tristeza que ia em mim, ouvi das pessoas que dizer sobre o que nos entristece soa deprimente e que sentir-se mal é desagradável aos olhos e ouvidos. Disseram-me que as palavras devem ser sempre leves, doces e, se possível, engraçadas. Ouvi que o desejávelContinuar lendo “pro fundo”
Instantâneos
deixei passar o tempoinstante encerrado, um lamento não esqueci do que queriano vazio que se entrevia segui a procurar, enfimo que se perdeu de mim