pelo caminho

nuvens carregadas e vento soprando alheio ao que balança ao redor…
o impulso de seguir em frente e as lembranças que me fazem chorar baixinho…
a coisa do esquecer e não conseguir e, assim mesmo, não desistir…
a dor, as lágrimas, o espinho…
um tanto do imperdoável, do inaceitável…
recolher os cacos e os saltos dos sapatos quebrados no caminho…
recolher a raiva…
hoje duas doses me bastariam: 
uma de paciência
outra de vinho

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

Deixe um comentário