Parece haver um senso de urgência
Non sense
Inúmeros devaneios de prestígio
Provincianos
Falas em excesso, poucos silêncios
A despojar a musicalidade das coisas.
Ao me deparar com o ridículo
Me calo
(mais do que de costume)
Pois não serei aquela a apontar
A bestialidade dos seres
A desimportância dos fatos
O absurdo dos gestos
O caricato do gozo desmedido
A superficialidade dos afetos
E tantos outros desacertos
Que – graças! – não encontro nas páginas
Em que submerjo.
Pena! Parece faltar poesia ao mundo.
