Eterno

há palavras mortas

em teus poemas

que escondem espaços enluarados

há uma brisa morna

que sai de teus lábios

e trai ideias amaldiçoadas

o céu da tua boca

é poeira de estrelas

brilhando para sempre

em minhas noites escuras.

Noite estrelada sobre o Ródano, Van Gogh, 1888.

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)