Ainsi toujours poussés vers de nouveaux rivages
Dans la nuit éternelle emportés sans retour,
Ne pourrons-nous jamais sur l’océan des âges
Jeter l’ancre un seul jour ?
Prudentia quae sera tamen
Uma das máximas da Comunicação: o importante não é o que se diz, mas o que os outros entendem…
Pessoa, sempre Pessoa
“O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente…”
In vino veritas
Para ficar um pouco mais idílica
A vida, às vezes, precisa
De uma pequena dose etílica.
Rima poética
Tentei rimar mudança
Com resiliência
Mas a rima não se fez.
Com as palavras, nova dança
Para se ter poesia outra vez.
Solidão
Aprendi a extrair da solidão
Fonte contínua de inspiração…
Teia da existência
Nossa vida
É teia, entrelaçamento
Em outras vidas
Vivências e experiências
Que começaram antes de nós
E se prolongam
Para além de nossa existência.
Nossos pais são história
Presentificam na memória
O que foi visto e vivido
Experenciado e partilhado
Tudo o que foi trilhado
Até agora.
Nossos filhos são projeto
Sementes de prolongamento
Da nossa própria existência
Eternização do que somos
Desejos do que gostaríamos
Possibilidade de permanência
No espaço e no tempo.
Desejo e pesar
Desejo sempre constante
De voltar àquele lugar
Rever, reviver, reencontrar
Relembrar…
Junto com o desejo
O medo, a dúvida, o pesar…
Terá sido bom mudar?
Conseguira superar?
Pessoa – releitura
Navegar é preciso
Viver é impreciso…
Rubem Alves
Há autores que sempre valem a pena: para serem lidos, citados, comentados. Rubem Alves é um deles. Sempre transbordando sabedoria em suas palavras. Boas palavras devem ser sempre lembradas. São alimento para a alma. Sendo assim…
“Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.”