Desmonte

numa quase distopia

análises nada sintéticas

engendram argumentos falaciosos

e marcam outros corpos e mentes

com medos inconscientes

e duras palavras terminantes

a diáspora da fantasia perdida

é sempre incontornável.

Escultura em aço de Regardt Van Der Meulen, 2020.

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

7 comentários em “Desmonte

  1. Ana, por vezes, é tão difícil não sermos marcados por palavras e atos que nos ofendem. No meu trabalho, um colega fez um comentário colocado em termos não ofensivos se formos colocá-los em separado. Porém, unidos, me perturbou de tal maneira que a minha reação o surpreendeu. Mesmo porque a resposta que eu dei descambaria para um prejuízo para muita gente. Eu aceitaria a observação se tivesse pertinência, mas percebi que era um comentário feito para enfatizar a sua observação diante de uma evidente, mas naquele momento fátua, diante de circunstâncias que não conhecia. Nesse caso, desmontar a minha postura conciliatória foi para defender uma posição que, depois, se mostrou a que mais se adequava aos fatos. O evento que fizemos foi um sucesso. E acho que isso, desmontou o crítico.

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