numa quase distopia
análises nada sintéticas
engendram argumentos falaciosos
e marcam outros corpos e mentes
com medos inconscientes
e duras palavras terminantes
a diáspora da fantasia perdida
é sempre incontornável.

Escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra.
numa quase distopia
análises nada sintéticas
engendram argumentos falaciosos
e marcam outros corpos e mentes
com medos inconscientes
e duras palavras terminantes
a diáspora da fantasia perdida
é sempre incontornável.

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno) Ver mais posts
O que se perde de alguma maneira se renova em outro olhar. Às vezes a ausência de um porquê mais profundo seja a própria superfície. O sentido jamais deixará de existir por mais que pareça irreversível.
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Muitas vezes, apenas um outro olhar, um outro espaço, um outro sentido para que consigamos ressignificar.
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É o que mais tenho pensado nos últimos anos. À proximidade com o fim da vida teve este efeito e se renova a cada dia. Você trouxe uma relação que acho magnífica: contemplação x inquietude. Bom, na minha leitura, claro. E ambas podem ressignificar.
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Ambas podem ressignificar e podem nos trazer um outro tipo de paz, de alguma forma. Não há vida sem inquietação e a contemplação pode nos tornar mais próximos do sagrado.
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Que bom conversar contigo, ressignificou meu dia.
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Ana, por vezes, é tão difícil não sermos marcados por palavras e atos que nos ofendem. No meu trabalho, um colega fez um comentário colocado em termos não ofensivos se formos colocá-los em separado. Porém, unidos, me perturbou de tal maneira que a minha reação o surpreendeu. Mesmo porque a resposta que eu dei descambaria para um prejuízo para muita gente. Eu aceitaria a observação se tivesse pertinência, mas percebi que era um comentário feito para enfatizar a sua observação diante de uma evidente, mas naquele momento fátua, diante de circunstâncias que não conhecia. Nesse caso, desmontar a minha postura conciliatória foi para defender uma posição que, depois, se mostrou a que mais se adequava aos fatos. O evento que fizemos foi um sucesso. E acho que isso, desmontou o crítico.
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Também tenho precisado ser contundente e assertiva em algumas ocasiões. E isso pode nos mostrar como as pessoas são, por vezes, pouco cuidadosas com o que falam. À palavra dita, não há borracha.
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