não me agradam antigas versões minhas
estranhas escolhas, outros pensamentos
a vida se aproxima da metade de um século
e me pego em fase revisional –
entristeço-me pelos erros,
pelas histórias sedentas de paz,
pelas saudades dos que foram,
pelos que nunca deveriam ter vindo,
pelos lapsos de reflexão,
pelas prioridades invertidas,
pelas certezas desleixadas e
por só conseguir me acalmar agora,
já na metade de um século,
quando me vejo menos distraída
e mais cansada,
quando percebo que a vida
corre como flecha, sem volta,
sem freio,
no caos.

Tudo isso com um grande detalhe: vale a “pena”. A passagem do tempo nos transforma, o tempo também se transforma…e cada um de nós cumpre seu destino de viver e transformar. Um grande abraço carinhoso, Ana.🌷
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O mais importante, talvez, seja se transformar. E pensar sobre essas transformações acaba sendo inevitável em alguns momentos de nossa vida.
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Nossa, esse poema me fez voltar no tempo… e pensar a respeito das minhas muitas versões. aff
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Acho que “aff” é a melhor interjeição! Rs
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Mesmo com erros, as versões de nós são alicerces da construção. Só temos que olhar o futuro com elas na bagagem, são inevitaveis, e tentar ser um pouquinho diferentes. Talvez melhores, talvez piores, talvez diferentes…
E aproveitar os 50+1, os 50+2, e ai por diante. E agradecer todos os dias o facto da “flecha” continuar!
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Estamos vivos e a vida segue seu curso com todos os aprendizados e tropeços…🙏🏻
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Bem vinda à fase mais incrível de sua vida – poder e glória! Poder de evitar erros antigos (os novos são cometidos com maior clarividência e coragem) e a glória de rir de si mesma com maior consciência.
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Ah! Estou simplesmente adorando esse poder e glória! Seu comentário foi sensacional!
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