Cheia

atravessar cursos d’água

amordaçar serpentes

mergulhar profundezas

emergir do desespero

procurar, na escuridão, o sopro

o som, a voz, a flecha

que encerra histórias

e sangra arrependimentos.

Serpentes d’água II, Gustav Klimt.

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

4 comentários em “Cheia

Deixe um comentário