Estas imagens de lugares onde andei e vivi que aparecem em meus olhos sem aviso e sem razão, de mim fazem parte.
Por que elas aparecem eu não sei, apenas reconheço-as e me permito viver as sensações que delas advém.
Então, choveu…
Vício da escrita
Sem conseguir cumprir uma das minhas promessas para o novo ano (o que chamei de vício da escrita), acabo por descobrir que o trabalho é uma excelente clínica de reabilitação… não deixa tempo nem espaço para as idéias que alimentam o desejo…
Amanhecer
Hoje vi escrito em um outdoor: “Não acordo cedo, apenas aproveito melhor o dia”. Nada mais perfeito para quem sai da cama às 5:20 da manhã…
Mizaru Kikazaru e Iwazaru
A imagem dos três macacos da sabedoria nos ensina a não enxergar tudo o que vemos, não escutar tudo o que ouvimos e não dizer tudo o que sabemos. Em outras palavras, ensinam a selecionar e a conter-se. Como escreveu B. Milan em recente artigo publicado, “seleção e contenção tornam a existência mais fácil quando vêm do desejo vital de se opor às forças do inconsciente que podem nos fazer mal”.
The Good Book
“Love is patient
Love is kind
Love endures all things”.
Resoluções II
Uma das resoluções é fazer um exercício diário de doçura e paciência. Não escovo os dentes todas as refeições para limpar os restos de alimentos? Não vou à academia diariamente para manter a forma e a saúde? Não planejo meus dias com antecedência para não ser atropelada pelos afazeres cotidianos? Tudo deve ser feito.
Pois então… a partir de hoje prometo também diariamente exercitar a paciência e o humor em meio a todas as adversidades. Não podemos esperar sempre que os fatos e as pessoas sejam como desejamos. Mas podemos fazer com que sejamos, nós mesmos, como pretendemos.
Resoluções de Ano Novo
Tenho várias resoluções para o Ano Novo. Ainda vou escrevê-las aqui. Mas, uma delas, é não abandonar o “vício de escrever”, não deixando este blog abandonado como esteve nos últimos meses. São poucos os vícios interessantes. Este é um deles.
“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” (Eduardo Galeano)
Novo Ano
“Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer mais sim do que não…
Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Que não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo o que há pra viver
Vamos nos permitir…”

