Vejo as nuvens passandoPor que vão?Vão viver outros aresPor que não?
Arquivos do autor:Ana Bittencourt
Lamartine
Ainsi toujours poussés vers de nouveaux rivagesDans la nuit éternelle emportés sans retour,Ne pourrons-nous jamais sur l’océan des âgesJeter l’ancre un seul jour ?
Prudentia quae sera tamen
Uma das máximas da Comunicação: o importante não é o que se diz, mas o que os outros entendem…
Pessoa, sempre Pessoa
“O poeta é um fingidorFinge tão completamenteQue chega a fingir que é dorA dor que deveras sente…”
In vino veritas
Para ficar um pouco mais idílicaA vida, às vezes, precisaDe uma pequena dose etílica.
Rima poética
Tentei rimar mudançaCom resiliênciaMas a rima não se fez.Com as palavras, nova dançaPara se ter poesia outra vez.
Solidão
Aprendi a extrair da solidãoFonte contínua de inspiração…
Teia da existência
Nossa vidaÉ teia, entrelaçamentoEm outras vidasVivências e experiênciasQue começaram antes de nósE se prolongam Para além de nossa existência. Nossos pais são históriaPresentificam na memóriaO que foi visto e vividoExperenciado e partilhadoTudo o que foi trilhadoAté agora. Nossos filhos são projetoSementes de prolongamentoDa nossa própria existênciaEternização do que somosDesejos do que gostaríamosPossibilidade de permanênciaNo espaçoContinuar lendo “Teia da existência”
Desejo e pesar
Desejo sempre constanteDe voltar àquele lugarRever, reviver, reencontrarRelembrar…Junto com o desejoO medo, a dúvida, o pesar…Terá sido bom mudar?Conseguira superar?
Pessoa – releitura
Navegar é precisoViver é impreciso…