Chronos

O tempo voa

disse-me o pássaro

ao pousar.

Vi, em seus olhos,

que ele entendia

de tempo

(e de voo)

melhor do que eu.

Obra de Márcio Camargo, 1998.

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

13 comentários em “Chronos

    1. Uma vez, li numa oração: “Que aprendamos que as coisas vivas não vivem só para nós; que elas vivem para si mesmas e para ti, que elas amam a doçura da vida tanto quanto nós, e te servem, no seu lugar, melhor que nós no nosso.” Nunca me esqueci dessas palavras. Os seres sabem da vida mais do que nós, que nos afastamos da essência das coisas. É bom repararmos nisso.

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