Agravo

Quando a boca muito fala

E se queixa em demasia

As palavras se perdem

No emaranhado de lamentos, injúrias

E vazios.

Palavras, elas sim,

Janelas da alma.

Não há poema que as salve.

Menina na janela, Márcio Camargo.

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

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