Não me lembro da primeira vez que li Pessoa, mas não me esqueço do maravilhamento que senti quando conheci seus textos. Também não me esqueço da primeira vez que vi o Tejo, naveguei em suas águas e me senti nos escritos do poeta.
Não me lembro de quando conheci Leminski, nem de quando comprei seu primeiro livro de poemas. Mas lembro de ter pensado, ao lê-lo, que poucos e bons versos compõem uma poesia mais sensível e precisa do que o rebuscamento e o excesso de estrofes.
Não me lembro da primeira vez que escutei as palavras urdidura, insólito ou materialidade, mas sei dos sentidos que, pouco a pouco, elas foram construindo em minha vida e em minhas palavras.
Não sei quando pensei, pela primeira vez, no significado dos versos de Manuel de Barros: “escovar as palavras.” Mas sei que tenho me dedicado, cada vez mais, a remover as interpretações recheadas de lugares-comum das coisas e impregna-las de análise.
Não me lembro da primeira vez que li a expressão “acrescentar camadas ao argumento”, mas posso dizer que esse movimento se torna cada vez mais presente em minha vida para que minhas deduções não sigam apressadas. Do sensível, do detalhe, do fundamental, eu não me esqueço (não mais).

Gostei muito Ana! 👌🏻❤ Há livros e escritores que nos deixam marcas para sempre.
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Verdade, Filipa. Aqueles com os quais sempre caminhamos.
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Pessoa faz parte do meu universo! 😊 E também gosto muito de Manoel de Barros.
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Perfeito Ana!!!
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Obrigada, Roseli!❤️
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