Falso poeta

Cavei cova funda
e enterrei teus contos
escritos na melodia cafona
dos sentimentos rasos
e desejo$ torpes.
Teus exageros (mal) disfarçados
te fizeram construir
sonhos mascarados
em trouxas de búzios e patuás.
Teus falsos protetores
fizeram-me abraçar
o rosário de aves-marias
(ladainha de contas decimais)
guardado no baú das recordações insuspeitas.

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

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