E apesar do que nos machucaAos poucos, ferida constante.E o que nos mantém alertaPreocupados, com o hoje E o amanhã, hesitantes.Há a vida que deve serintensamente vivida.E o amor,Benvindo até a última gota.Sem nenhum medo.Não mata.
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Fé na vida
Vivemos em tempos difíceis nos quais os problemas, os “nós”, as tentações, a falta de paz, enfim, os males que nos cercam de todos os lados parecem querer nos devorar vivos, como leões. (I Pedro 5,8). Há que perguntar: já houve tempos fáceis? A fé que nos mantém, qualquer que seja ela, é também aquiloContinuar lendo “Fé na vida”
Inverno tardio
O inverno chegou,Frio que sinto!Gelado, intenso,Rápido, sucinto.
Fim de semana
Para todo cansaço e cada excesso há um fim de semana. Ele nos permite que nos afastemos de todas as coisas que nos invadem a mente e estar com todas as outras que nos habitam o coração.
Mundano
Um pouco de tudoUm tanto do mundo.Mudo tudo…
fastio
Tantas idéiasUm sem número de palavrasMilhões de informações.Meu processador internoPrecisa de uma noite inteiraDe sono calmo, profundoPara lembrar cada movimento,Palavra, idéia, objetivo,Coisa e tal.Preciso de um tempoPara lembrar quem sou afinal.
Brasília – recortes e releituras
Brasília é construída na linha do horizonte – artificial. Tão artificial quanto deve ter sido o mundo quando criado. É bonita? Se eu dissesse isto, diriam que gosto dela, mas digo que ela é a imagem da minha insônia. Uma acusação? Minha insônia sou eu, é vívida, é meu espanto.Em Brasília tenho medo – vejoContinuar lendo “Brasília – recortes e releituras”
Clarice
Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? Assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou, por assim dizer, vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesmaContinuar lendo “Clarice”
Sempresente
Folhas secasIdéias tortasVento que passeiaPor debaixo das portas.Frio, tardio, nos gela,Nos faz olhar a vidaAtravés da janela.Olhar para fora,Pelo vidroOlhar para dentroBuscar sentido.
Insônia
Veio a chuvaSem tréguasPara lavar a almaE borrar palavrasMal colocadas.Permaneceu a umidade nas letrasO frio, o desejo do aconchego.Deixar o tempoPassar e se encarregarDe recolher as pedrasLançadas.