Brasília – recortes e releituras

Brasília é construída na linha do horizonte – artificial. Tão artificial quanto deve ter sido o mundo quando criado. É bonita? Se eu dissesse isto, diriam que gosto dela, mas digo que ela é a imagem da minha insônia. Uma acusação? Minha insônia sou eu, é vívida, é meu espanto.Em Brasília tenho medo – vejoContinuar lendo “Brasília – recortes e releituras”

Clarice

Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? Assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou, por assim dizer, vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesmaContinuar lendo “Clarice”