Natimorto

perceber os limites dos espaços

onde as palavras escorregam na inação

olhar a porta entreaberta

e entender o desconvite a entrar

não criar expectativas

se dar conta do próprio tamanho

assumir a pequenez

e optar, talvez, por não ser, não estar, não ficar.

Óleo sobre tela, Christine Wu, 2014

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

Deixe um comentário