a chuva fez sumir
os pássaros
os credores
e os dilemas.
a noite, muda,
seguiu tão escura
quanto o quarto dos fundos,
tão silenciosa
quanto uma sala de espera.

Escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra.
a chuva fez sumir
os pássaros
os credores
e os dilemas.
a noite, muda,
seguiu tão escura
quanto o quarto dos fundos,
tão silenciosa
quanto uma sala de espera.

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno) Ver mais posts
A poesia tanta silencia quem a lê enquanto a revolução de sentimentos acelera o coração. (Depois, o silêncio da sala de espera do consultório do cardiologista). Poesia rica e densa, fico sem palavras.
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Às vezes, é no silêncio e na ausência de palavras que encontramos algumas respostas. Obrigada!🤍
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É no breu que se encontra o seu eu. O cuidado é para que não se inflame e se consuma.
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Acho que o escuro nos ajuda a que nos olhemos melhor. E quem, de fato, se enxerga dificilmente se deixará inflamar, não?
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Concordo, em parte… o breu é inflamável. E “pegar no breu” se trata exatamente disso – flamejar!
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Uau! Eu não sabia disso, nunca parei para pensar nessa possibilidade. Levando em conta o aspecto simbólico, sim, tens razão.
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Sabe o que é importante, Ana Luisa? É que as suas palavras suscitem tantas vertentes para buscarmos as mais amplas interpretações. Isso é valioso!
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Às vezes é intencional, outras vezes (como esta) simplesmente acontece. Legal que você trouxe uma outra camada de interpretação que eu nem havia pensado.
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Que belo poema, me envolveu por abraço no impossível de desatar. Grata por esse trovejar silenciosos
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