da janela
observo o gato do vizinho
roçar as unhas
nas almofadas da varanda
de outra casa
depois de caminhar
incólume
pelo capô dos carros.
o gato do vizinho
só não é mais calhorda
do que os teus poemas.

Escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra.
da janela
observo o gato do vizinho
roçar as unhas
nas almofadas da varanda
de outra casa
depois de caminhar
incólume
pelo capô dos carros.
o gato do vizinho
só não é mais calhorda
do que os teus poemas.

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno) Ver mais posts
Poemar não é para todos. Enquanto um poemia, o outro poemau.
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Adorei! Rs
Ou, enquanto alguns poetizam, outros poderiam ficar quietos.
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E o melhor de tudo: ler os poemas….
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Para os apreciadores, a leitura de um poema é sempre um deleite…
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Nas minhas permanentes idas ao hospital ou para exames ou para consultas (estou bem, exames negativos para o câncer), tem me acompanhado os livros do F.Pessoa. Estou, agora, lendo a sensibilidade de Alberto Caeiro. Gosto muito da tua poesia, é instigante e muito sensível. Abraço.
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Eu sou fã de Alberto Caeiro, meu heterônimo favorito de Pessoa. A sensibilidade de suas linhas são encantadoras.
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