Fio solto

você

eu

não há

mais

nós.

foram

todos

desatados.

Mulher costurando, Auguste Renoir, 1879.

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

8 comentários em “Fio solto

  1. Olá Ana,

    Ao acaso conheci o seu blog e naveguei por algumas leituras. 🙂

    O seu texto me fez recordar de uma música dos Engenheiros do Hawaii, chamada “Ando só”. Tem um trechinho assim…

    “…Desate o nó
    Que te prendeu
    A uma pessoa que nunca te mereceu
    Desate o nó
    Que nos uniu
    Num desatino
    Um desafio…”

    É interessante refletir sobre o duplo sentido da palavra “nós”. A língua portuguesa é bem curiosa, muitas palavras que significam mais de uma coisa.

    Um abraço!

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