Lua

a lua me sorri descomplicadamente. enverga para o alto os cantos da boca, sem pudor. ilumina o pedaço da noite quando olho para ela no céu. me lembra da francesinha na unha, como gosto. me fala da impermanência, das mudanças, das transformações. me chama em seus ciclos, traz em si o desejo do retorno. me faz procurá-la junto às estrelas que se movem. me conforta por sobreviver sempre aos dias, todos os dias, mesmo os mais difíceis.

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

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