Noite

as golfadas de frescor da noite trazem em seus sonidos sonhos desvairados que espasmam pernas e chacoalham o sossego. sonhos que invadem pensamentos, sonhos aéreos, de tobogãs, elevadores, subterrâneos e recintos entreabertos. que flertam com o irrefletido dos dias. que trazem chaves para abrir as portas encarceradas da nossa criança de outrora. que rendem prolongadas análises no divã. que nos ensejam acordar para realidades incógnitas. sonhos que nos despertam para noites ensolaradas e que perpetuam o cinza dos dias em reflexões kafkianas.

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

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