G-estações

Há um outono inteiro de sentimentos se transformando em mim… E uma primavera de outros, florescendo, recriando. Nada tranquilo. Nada calmo. Nada fácil. Há lutas internas entre o velho e o novo, entre a poda e a florada. Sinto como se tivesse sendo tragada por uma onda enorme que quase me engole, me leva longe e traz de volta, me faz perder o rumo, o senso, a direção. Preciso de fôlego. Entraram sal e areia em meus olhos…

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

Um comentário em “G-estações

  1. O novo sempre se apresenta causando mal estar.Não se sabe o que será e o que seremos.O nosso novo nos apavora. Perco o domínio e ele dá as cartas.Terei um bom jogo nas mãos? Valerá um blefe? Continuarei no jogo? Meu cacife é suficiente?Luiz A. Bittencourt

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