Cecília – releitura

O pranto… no instante em que viste
Que a vida se mostrava incompleta
Por vezes alegre… outras muitas, triste
Não sei… poeta?

Cônscio de que a vida fugidia
Exige mais gozo que tormento
Queria viver noites e dias
Sem sentir apenas… vento!

Sem mais… desmorona, edifica
Permanece, perfaz
Parece mais nada saber.
Não sabe se fica ou se desfaz.

Sei que há o pranto.
Embora terno em lágrimas ritmadas
Ele não é tudo.
E mais nada.

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

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