Fernando Pessoa

Pessoa novamente… sempre.

Ameaçou chuva.
E a negra nuvem passou sem mais…
Todo o meu ser se alegra
Em alegrias iguais.
Nuvem que passa…
Céu que fica e nada diz…
Vazio azul sem véu
Sobre a terra feliz…

E a terra é verde, verde…
Por que então minha vista
Por meus sonhos se perde?
De que é que a minha alma dista?

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

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