Fernando Pessoa

Retrato do céu. Metáfora da alma.

Tenho dó das estrelas
luzindo há tanto tempo,
há tanto tempo…
Tenho dó delas.
Não haverá um cansaço das coisas,
de todas as coisas (…)?
Um cansaço de existir,
de ser,
só de ser,
o ser triste brilhar ou sorrir…
Não haverá, enfim,
para as coisas que são,
não a morte,
mas sim uma outra espécie de fim,
ou uma grande razão – qualquer coisa assim
como um perdão?

Publicado por Ana Bittencourt

escrever para remendar a infância a loucura escrever para estranhar o pai a mãe semelhanças escrever para cerzir terra corpo paisagem escrever carne viva (Tatiana Pequeno)

Deixe um comentário